
A Reforma Tributária e Gestão empresarial caminham juntas, pois as novas regras vão muito além do cálculo de impostos. Elas deverão impactar processos, fluxo de caixa, formação de preços, tecnologia e a qualidade das informações utilizadas pelas empresas.
Nos dias 27 e 28 de agosto, participamos do iMendes Day, em São Paulo, acompanhando especialistas em tributação, varejo e tecnologia. Entre os diversos debates, três reflexões chamaram especialmente nossa atenção.
A Reforma Tributária vai além do departamento fiscal
Um dos principais alertas do evento foi justamente este: tratar a Reforma Tributária como responsabilidade exclusiva do fiscal pode ser um erro.
As mudanças alcançam também compras, financeiro, precificação, cadastro de produtos e fluxo de caixa. Isso significa que empresários e gestores precisarão entender não apenas se determinada operação está tributariamente correta, mas também qual impacto ela produz no resultado da empresa.
Formação de preço, margem e disponibilidade financeira passam a fazer parte da discussão. A relação entre Reforma Tributária e Gestão empresarial, portanto, precisa entrar na agenda prioritária do negócio.
Eficiência operacional deixa de ser diferencial
Ainda, recorrente e desenvolvido no iMendes Day foi a importância da busca por eficiência no ambiente de trabalho.
Em um ambiente de margens pressionadas, mudanças tributárias e maior complexidade operacional, otimizar as operações deixa de ser apenas uma vantagem competitiva e passa a ser uma necessidade da empresa.
Automação, integração de sistemas e inteligência artificial ganham espaço justamente por permitir que atividades repetitivas sejam executadas com mais velocidade e segurança, liberando as pessoas para tarefas de maior destaque.
Para as empresas, o desafio não é simplesmente adotar novas tecnologias, mas identificar “onde” essas podem reduzir o retrabalho, melhorando processos e gerando resultados concretos para o negócio.
Se “Diversos” é um dos produtos mais vendidos do Brasil, temos um problema
Uma das provocações mais interessantes do evento foi relacionada à qualidade do cadastro de produtos. Ainda é comum encontrar mercadorias cadastradas de maneira genérica, incompleta ou simplesmente como “Diversos”.
O problema é que a qualidade dessa informação interfere em toda a operação: classificação fiscal, compras, estoque, precificação, vendas e automações.
Com a Reforma Tributária e o avanço da inteligência artificial, esse cuidado será ainda mais importante. Identificadores como GTIN, descrições adequadas e classificações consistentes ajudam a construir uma base confiável para os sistemas.
Antes de falar em inteligência artificial, precisamos falar em qualidade de dados.
O que levamos do iMendes Day
Voltamos do evento com uma convicção ainda maior: a preparação para a Reforma Tributária não começa apenas no fiscal. Ela começa nos processos, nos cadastros e na tecnologia que sustenta a gestão da empresa.
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